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 Castelos e Fortalezas de Portugal

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SaahiraMoon
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MensagemAssunto: Castelos e Fortalezas de Portugal   Dom Dez 21, 2008 4:23 pm



O Castelo de Almourol, no Ribatejo, localiza-se na Freguesia de Praia do Ribatejo, Concelho de Vila Nova da Barquinha, Distrito de Santarém, em Portugal.

História:
Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.

As origens da ocupação deste local são bastante antigas e enigmáticas, mas o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos Templários, principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras foi em 1171, dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.

Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos Pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal1. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.

Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico de medievalidade. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas, sem paralelos na herança patrimonial. Data desta altura o coroamento uniforme de merlões e ameias, bem como numerosos outros elementos de índole essencialmente decorativa e muito pouco prática.

No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se assim o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.

Fonte - http://www.castelodealmourol.com (Convem, avisar que o site está extremamente interessante, tem algumas lendas e tudo! ^^)
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Qua Jan 07, 2009 1:09 am

Adorei as lendas do Castelo! Fiquei com vontade de procurar mais e depois abro um tópico sobre lendas portuguesas.

Almourol


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Qaa Qenymin
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Qua Dez 08, 2010 10:19 am

[Castelo de Pirescoxe



O castelo de Pirescoxe tem as suas origens no século XV, mais precisamente no ano de 1442, altura em que Nuno Vasques de Castelo Branco e sua mulher, D. Joana Zuzarte, titulares do viscondado de Castelo Branco, instituíram um morgadio neste local, então uma quinta da família.
Terá sido a partir dessa data que se edificou o actual conjunto monumental, que chegou até aos nossos dias sem grandes alterações na fisionomia exterior.
Ele é, assim, um típico paço senhorial da nobreza portuguesa dos finais da Idade Média e tal estatuto está bem expresso na dualidade estética e funcional entre a imagem de força e de poder que os seus promotores pretendiam que o monumento transmitisse, e a comodidade de uma residência adaptada a uma cada vez mais exigente nobreza.



Apesar de desconhecermos, em grande parte, a estrutura interna do conjunto, possuímos ainda suficientes elementos do plano original que ajudam a caracterizá-lo no contexto das casas nobres senhoriais quatrocentistas.
Planimetricamente, existiu uma deliberada busca pela simetria e racionalidade, visível na planta quadrangular da sua estrutura geral, apenas interrompida por um anacrónico prolongamento da torre e muralha que delimitam o conjunto pelo lado esquerdo.
A imagem militar (veiculadora da tal sensação de poder tão característica da arquitectura civil nobre de finais da Idade Média) é a primeira característica fundamental a retirar do imóvel.
Três torres quadrangulares, de apenas dois andares, reforçam a muralha que corre a toda a volta do conjunto, uniformemente rematada por ameias, sendo as torres flanqueadas por matacães sobre modilhões.



Interiormente, porém, a imagem de castelo ameniza-se e a organização dos espaços obedecia a critérios mais funcionais.
Assim, o centro do conjunto funcionava como pátio, a partir do qual se acedia às várias áreas.
Para o lado da fachada principal localizava-se o corpo residencial, onde ainda existe a grande chaminé do salão nobre, ligado lateralmente a dois outros corpos onde existiam quartos, áreas de apoio e a capela (de que ainda restavam importantes vestígios em 1939, como o espaço e a abóbada originais).
Para as traseiras estavam reservadas as dependências domésticas e destinadas à criadagem, como cozinhas, arrecadações e demais espaços de armazenagem e funcionamento do paço.



Parcialmente adulterado ao que tudo indica no século XVII, altura em que se terão reformulado parcelas importantes do interior, com vista a uma actualização funcional do espaço, o século seguinte trouxe a ausência de vida ao monumento, uma vez que D. Pedro Castelo Branco, capitão da Guarda do Príncipe D. Teodósio, um dos filhos de D. João V, foi o último da linhagem dos Castelo Branco e derradeiro proprietário do paço.


D. João V

Praticamente em ruínas até aos finais do século XX, coube à Câmara Municipal de Loures definir um ambicioso projecto de revitalização do conjunto.
A adaptação a espaço cultural, com auditório, galeria municipal e cafetaria, entre outros espaços e valências, foi precedida por uma intervenção arqueológica, que logrou identificar uma série de alterações ao edifício original, a maior parte das quais destruída pela posterior obra de reconversão, mas não revelou estratos de povoamento anterior ao século XV.

Localização
Rua D. Pedro V
Santa Iria de Azoia
2695 SANTA IRIA DE AZOIA
Distrito: Lisboa
Concelho: Loures
Freguesia: Santa Iria de Azoia
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Qaa Qenymin
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Ter Jan 11, 2011 1:26 pm

Castelo de Guimarães



O Castelo de Guimarães localiza-se na cidade de mesmo nome, Distrito de Braga, em Portugal.

Em posição dominante, sobranceiro ao Campo de São Mamede, este monumento encontra-se ligado à fundação do Condado Portucalense e às lutas da independência de Portugal, sendo designado popularmente como berço da nacionalidade.



A sua construção inicial remonta ao tempo de Mumadona Dias, que o mandou edificar no século X, com o objectivo de defender dos ataques muçulmanos e normandos o mosteiro que tinha fundado para se recolher quando enviuvou.
Mais de um século depois, o Conde D. Henrique (a quem tinha sido doado o condado portucalense) escolhe Guimarães para estabelecer a sua corte.
Talvez tenha pesado na sua decisão a segurança que o Castelo de S. Mamede (assim lhe tinha chamado a sua fundadora) oferecia.
O forte, com mais de cem anos de vida, necessitava de reformas urgentes e o nobre optou por demolir o que restava da construção de Mumadona, ampliando com novos e mais potentes muros a área ocupada pela fortaleza do século X.
Abriu ainda duas portas: a principal, a oeste, que vigiava o burgo, e a de leste, chamada da Traição.



No reinado de D. Dinis foi necessária uma nova reedificação, devido às lutas que travou com o seu filho, futuro rei D. Afonso IV. A última obra realizou-se ao tempo de D. João I que mandou construir as torres que flanqueiam as duas portas.



A partir do século XV, o Castelo de Guimarães deixa de intervir na defesa da população da vila.
Para trás ficaram episódios bélicos, como foi o cerco de Guimarães, pelo ano de 1127, quando Afonso VII, rei de Leão, tentou exigir de D. Afonso Henriques vassalagem.
Egas Moniz, aio deste último, vendo a vila em situação de desespero, garantiu ao rei a vassalagem do seu amo.



O cerco foi levantado, mas o príncipe português não cumpriu o prometido pelo seu aio e este foi com a sua família até ao reino de Leão, de corda ao pescoço, oferecendo as suas vidas em resgate da palavra dada.
Outros acontecimentos envolveram este Castelo desde o que se deu no histórico dia 24 de Junho de 1128, nas proximidades da fortaleza se defrontaram D. Afonso Henriques e sua mãe D. Teresa na Batalha de S. Mamede, tendo a vitória de D. Afonso Henriques dado início à Fundação de Portugal, até 1385 quando D. João I cercou e conquistou Guimarães com a colaboração dos seus moradores.



Conforme se pode ver na imagem anterior, a planta do Castelo de Guimarães tem o formato de um escudo.

As suas muralhas, reforçadas por quatro torres, são rasgadas por portas. Um adarve, (passeio estreito), percorre a parte superior das muralhas, coroadas por ameias pentagonais, de recorte pontiagudo.

Na face oeste, uma ponte de madeira estabelece a ligação entre o adarve das muralhas e a porta da torre de menagem.

O portão principal, a oeste, é defendido por dois torrões, estando outros dois a defender a porta da traição, a leste.

A Torre de Menagem, no centro da praça de armas, apresenta planta quadrangular, com poucas aberturas, ligados internamente por escada de madeira e de pedra. Um adarve largo e contínuo permite a circulação e a observação no topo da torre, coroada por ameias pentagonais pontiagudas.



A partir do século XVI, foi instalada a cadeia no seu interior, e no século XVII funcionou como palheiro de Sua Majestade.
O estado de ruína do Castelo aumentava cada dia.
Em 1836, um dos membros da Sociedade Patriótica Vimaranense (associação criada para promover os interesses locais) defendeu a demolição do Castelo e a utilização da sua pedra para ladrilhar as ruas de Guimarães, já que a fortaleza tinha sido usada como prisão política no tempo de D. Miguel.



Tal proposta, felizmente, nunca foi aceite.
45 anos depois, a 19 de Março de 1881, o Diário do Governo classificou o Castelo de Guimarães como o único monumento histórico de primeira classe em todo o Minho.

Em 1910, foi declarado Monumento Nacional e em 1937 a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais iniciou o grande restauro do Castelo, sendo concluído e inaugurado em 4 de Junho de 1940 por ocasião das Comemorações do VIII Centenário da Fundação da Nacionalidade.
Até hoje o Castelo de Guimarães aparece nos grandes acontecimentos como um ex-libris de Portugal.



Horário
Segunda a Domingo
09.30h – 17.30h, última entrada às 17.00h

Encerra nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Ingresso
Castelo: Gratuito

Torre de Menagem
Preço normal: 1,50 €;
Reformados e Jovens 15-25 anos: 0,75€;
Cartão Jovem: 0,60 €
Crianças até aos 14 anos: gratuito.
Domingos e feriados até às 14.00h: gratuito
Telefone
+351 253 412 273 (do Paço dos Duques)
Fax
+351 253 517 201 (do Paço dos Duques)
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Ter Jan 11, 2011 1:28 pm

Estes tópicos dão uma vontade enorme de uma pessoa se meter à estrada e ir passear. Smile

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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Ter Jan 11, 2011 1:58 pm

RedHead escreveu:
Estes tópicos dão uma vontade enorme de uma pessoa se meter à estrada e ir passear. Smile
Spoiler:
 

Queres companhia?





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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Dom Abr 03, 2011 3:01 pm

Castelo de Melgaço



Construído com enormes catarias parece desafiar o tempo e a eternidade do alto das suas muralhas e torres.
A construção do castelo remonta a 1170, por determinação de D. Afonso Henriques (1112-1185).
O primeiro documento, entretanto, a referir a povoação é a Carta de Foral que lhe foi passada pelo soberano em 1183 (e não 1181 como tem sido repetido em função de erro de transcrição), garantindo aos seus habitantes (por solicitação dos próprios) privilégios semelhantes aos que gozava o feudo galego de Ribadavia.
A partir de então, a vila fronteiriça progrediu com rapidez, de tal forma que o primitivo castelo estaria concluído já no início do século XIII, dividindo-se os autores entre os anos de 1205 e de 1212, ano em que, juntamente com outras praças vizinhas, fez frente à invasão das forças do reino de Leão no contexto da disputa entre D. Afonso II (1211-1223) e suas irmãs.
Contribuíram para esta campanha construtiva, além dos próprios habitantes e do apoio real, os recursos do Mosteiro de Longos Vales e do Mosteiro de Fiães.


Mosteiro de Longos Vales

Características
O castelo apresenta planta no formato circular, pouco vulgar no país, dividido em três recintos.
As muralhas, onde se rasgam duas portas, são encimadas por ameias prismáticas e reforçadas por três torres, sendo a principal a que se encontra voltada para o núcleo urbano, de secção pentagonal.
O conjunto é dominado pela torre de menagem.


Lenda da Inês Negra
Quando, no início de 1387, o castelo de Melgaço era governado por um alcaide castelhano, sofreu o assédio das forças portuguesas sob o comando de D. João I, a campanha caracterizou-se por uma série de assaltos e escaramuças, onde se defrontaram a nobreza, encastelada nos muros da vila, e as classes populares, baseadas fora de muros, no chamado arraial.

Um episódio, símbolo desse confronto, chamou a atenção do cronista que registou que certo dia, escaramuçaram duas mulheres bravas, uma da vila e outra do arraial, e andaram ambas aos cabelos e venceu a do arraial (Fernão Lopes, Crónica de D. João I).

Posteriormente, outro cronista coloriu esta história com detalhes literários na sua pena, afirmando que a mulher do arraial, que combateu por Portugal, era conhecida como a Inês Negra (Duarte Nunes de Lião).


Localização
O Castelo de Melgaço localiza-se na freguesia de Vila, concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.



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Ofídio
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   Dom Abr 03, 2011 7:15 pm

Pena-se no lance de escadas até chegar ao topo da torre de menagem.

O Museu do Cinema fica perto da entrada!!
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MensagemAssunto: Re: Castelos e Fortalezas de Portugal   

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